A Polícia Federal já colocou em curso um monitoramento preventivo de facções criminosas que possam tentar interferir nas Eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF (DICOR), Dennis Calli, durante o Seminário da Justiça Eleitoral, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (28).
Segundo Calli, o trabalho da PF se baseia em dados de inteligência e análises de eleições anteriores, que indicam tentativas do crime organizado de influenciar resultados eleitorais, especialmente em regiões mais vulneráveis à atuação de facções. O objetivo, de acordo com o diretor, é agir de forma antecipada para neutralizar riscos antes que eles se concretizem.
“O monitoramento é contínuo e preventivo. A Polícia Federal atua para garantir que o processo eleitoral ocorra de forma livre, segura e sem qualquer tipo de coação”, afirmou.
Outro ponto sensível destacado pelo diretor da DICOR é o acompanhamento de movimentações financeiras atípicas no período pré-eleitoral. A PF tem dado atenção especial ao uso elevado de dinheiro em espécie, prática frequentemente associada a esquemas de financiamento ilegal de campanhas e lavagem de dinheiro.
De acordo com Calli, o cruzamento de informações financeiras com dados de inteligência permite identificar padrões suspeitos e acionar rapidamente as áreas responsáveis pela investigação. “Essas movimentações costumam aumentar à medida que o período eleitoral se aproxima, o que exige vigilância redobrada”, explicou.
A atuação integrada entre a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral faz parte da estratégia para proteger a integridade do voto e a legitimidade das eleições, reforçando o combate à influência do crime organizado no sistema democrático brasileiro.
O seminário do TSE reuniu autoridades da área de segurança pública, magistrados e especialistas, com foco no fortalecimento das ações de prevenção, fiscalização e resposta a ameaças ao processo eleitoral.
Fonte: EBC
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