Conflito no Oriente Médio: Quarto Dia de Guerra entre Israel, EUA e Irã

As forças israelenses e norte‑americanas conduzem uma ofensiva de grande escala
Foto: AFP

O conflito desencadeado pelos ataques coordenados de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã entrou hoje no seu quarto dia, com intensificação das operações militares e crescimento das repercussões regionais e globais.

Desde o sábado passado, 28 de fevereiro de 2026, as forças israelenses e norte‑americanas conduzem uma ofensiva de grande escala com o objetivo declarado de desmantelar a capacidade militar e política do regime iraniano, após meses de tensões crescentes entre Teerã, Jerusalém e Washington.

Ataques estratégicos em Teerã e Qom

Nesta terça‑feira, as forças conjuntas realizaram bombardeios em prédios considerados de importância estratégica para o governo iraniano, incluindo estruturas ligadas à Assembleia dos Especialistas, órgão constitucional responsável por escolher o novo Líder Supremo do Irã após a morte de Ali Khamenei.

Segundo relatos de imprensa internacional, o complexo atingido incluía escritórios presidenciais, o Conselho Supremo de Segurança Nacional e outras instalações de comando e controle do regime.

A mídia iraniana afirma que alguns dos edifícios atacados — especialmente o em Qom — já não estavam sendo utilizados rotineiramente para reuniões, e que não houve mortes entre os membros da Assembleia.

Retaliação e escalada regional

O Irã respondeu com força. A Guarda Revolucionária declarou o lançamento de novos ataques de mísseis e drones contra alvos israelenses e norte‑americanos, incluindo instalações militares no Oriente Médio e territórios considerados estratégicos para os EUA e Israel.

Além disso, cidade e bases ao redor do Golfo Pérsico foram atingidas, e o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo mundial, aumentou ainda mais as tensões geopolíticas e pressionou os mercados globais de energia.

Presidência dos EUA reafirma ofensiva

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em coletiva que os ataques norte‑americanos e israelenses provocaram danos “muito significativos” à liderança iraniana e reiterou a intenção de continuar as operações sem dar um prazo para o fim dos confrontos.

Trump também defendeu a postura de Israel, afirmando que os aliados agiram dentro de uma lógica defensiva — e que, se não o tivessem feito, poderiam ter sido forçados a agir depois.

Impacto humano e internacional

Organizações de direitos humanos e entidades internacionais têm registrado um alto número de vítimas desde o início da guerra, com centenas de mortos — incluindo civis — e milhares de feridos em diversas províncias iranianas.

Os preços do petróleo subiram globalmente em resposta às ameaças ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz, refletindo temores de interrupções prolongadas no abastecimento de energia.

Analistas: quem detém a iniciativa do conflito?

Especialistas em geopolítica avaliam que, apesar da superioridade militar dos EUA e de Israel em tecnologia e recursos, o Irã conseguiu resistir e até recuperar iniciativa em certos aspectos do conflito, desafiando as expectativas iniciais de um desfecho rápido.

Risco de expansão e reações no Médio Oriente

Com ataques do Irã atingindo países vizinhos e respostas israelenses abrindo novas frentes, como no sul do Líbano, aumenta o temor de que o conflito se expanda para além das fronteiras atuais, envolvendo outros atores regionais e potenciais aliados de Teerã.

Conclusão

O conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã transforma‑se rapidamente em uma das maiores crises geopolíticas do início de 2026, com impactos diretos na estabilidade regional, nas relações internacionais e nos mercados energéticos globais. A incerteza permanece elevada, enquanto líderes e populações de diferentes países observam uma escalada que continua sem sinais claros de desescalada no curto prazo.

jornaldamazonia.com

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