A final do Campeonato Mineiro terminou em confusão generalizada no gramado do Mineirão, na noite de domingo (8). Após a vitória do Cruzeiro Esporte Clube por 1 a 0 sobre o Clube Atlético Mineiro, que garantiu o título estadual à Raposa, jogadores das duas equipes se envolveram em uma grande briga. Ao todo, 23 atletas foram expulsos por causa do tumulto.
A confusão começou nos minutos finais dos acréscimos. O goleiro Everson, do Atlético, se irritou com uma chegada do atacante Christian, do Cruzeiro, e partiu para cima do adversário. O episódio desencadeou uma troca de empurrões, socos e pontapés entre jogadores das duas equipes.
Diante da situação, o árbitro Marcelo Delgado Candançan decidiu encerrar a partida antes mesmo de aplicar os cartões em campo. Na súmula, porém, ele registrou 23 expulsões por participação na briga.
Segundo o relato do árbitro, quando ele se preparava para expulsar Everson e Christian, outros jogadores entraram na confusão, o que impossibilitou a continuidade do jogo.
“Houve início à briga, impossibilitando apresentação dos cartões vermelhos e a realização do protocolo de encerramento da partida. Sendo assim, em função de todo tumulto e falta de segurança dei a partida como encerrada”, escreveu Candançan na súmula.
Pancadaria no gramado
Durante o tumulto, o zagueiro Lyanco e o meia Gerson trocaram socos. Derrubado no gramado, Lyanco ainda teria sido atingido com um pisão do goleiro Cássio.
Em outro ponto do campo, Lucas Romero se envolveu em agressões e acabou recebendo um pontapé do atacante Hulk, que também discutiu e trocou socos com o zagueiro Lucas Villalba.
A confusão se estendeu por vários minutos e tomou conta do gramado do Mineirão. Sem condições de retomar a partida, a arbitragem decidiu encerrar definitivamente o clássico, que terminou com o Cruzeiro campeão estadual.
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