O Teatro Banzeiros foi palco, no último domingo (8), de uma noite marcada por música, teatro e mobilização social durante a celebração dos 34 anos do projeto Canta Mulher. O evento reuniu artistas e ativistas em apresentações que abordaram o enfrentamento à violência contra a mulher, emocionando e envolvendo o público presente.
A edição de 2026 também foi gravada para a produção do documentário Canta Mulher: Vozes de Luta e Arte, que irá registrar a trajetória do movimento cultural. O projeto foi aprovado em edital financiado pela Lei Paulo Gustavo, com recursos do governo federal.
Criado pelo Fórum Popular de Mulheres, o Canta Mulher é realizado em parceria com o Sesc Rondônia e, nesta edição, contou também com a produção da Magma Produtora. Ao longo de mais de três décadas, o projeto se consolidou como um dos principais movimentos de valorização da produção artística feminina em Rondônia.
Em 2025, a iniciativa foi reconhecida como Patrimônio Imaterial do estado pela Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer de Rondônia (Sejucel) e pelo Conselho Estadual de Políticas Culturais de Rondônia.
Participaram do espetáculo as artistas Anayole Êba, As Pastoras do Asfaltão, Gabriê, Grupo Vocal Cantadô, Izabela Lima, Maísa Luz, Marcela Bonfim, Marfiza de França, Patrícia Morais e Sandra Braids. A programação também contou com participações especiais de Angela Cavalcante, Mariângela Aloise e Berenice Perpétua, com apresentações de teatro e dança.
Realizado tradicionalmente no mês de março, o Canta Mulher reafirma a arte como instrumento de memória, identidade e luta por uma sociedade mais justa, igualitária e livre de violência e discriminação.
Benedita Nascimento, coordenadora do projeto, destaca que esta edição foi histórica, pois prestou homenagens a diversas artistas que participaram da iniciativa ao longo dos últimos 30 anos, além de apresentar composições autorais de cantoras locais. “Esta edição do Canta Mulher foi um verdadeiro espetáculo, marcado por muita emoção e energia positiva”, revelou a coordenadora.



Fonte: jornaldamazonia.com
Imagens: jornaldamazonia.com






