Um mutirão nacional de saúde mobilizou cerca de mil hospitais e unidades públicas e privadas em todo o país neste fim de semana, realizando mais de 230 mil procedimentos, entre consultas, exames e cirurgias eletivas.
A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, do governo federal, e prioriza o atendimento às mulheres, em alusão ao mês de março. O objetivo é reduzir a fila de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos de média e alta complexidade.
Durante a mobilização, foram ofertados exames como tomografias, ressonâncias, ultrassonografias, além de atendimentos oftalmológicos e auditivos. Também estão sendo realizados procedimentos cirúrgicos, incluindo intervenções ginecológicas e cirurgias gerais, como catarata, hérnia e vesícula.
De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia inclui aumento nos repasses do SUS para procedimentos e parcerias com hospitais privados, o que contribuiu para recorde de cirurgias eletivas em 2025. Mutirões como esse também ajudam a reduzir a demanda reprimida desde a pandemia.
Entre os destaques, está a oferta gratuita do implante contraceptivo Implanon, método de longa duração que pode custar até R$ 3 mil na rede privada.
Pacientes que aguardavam atendimento há anos começaram a ser beneficiadas. É o caso da empregada doméstica Roseane Cunha, de 41 anos, que recebeu aparelho auditivo após quatro anos de espera. Já outras pacientes tiveram acesso a exames oftalmológicos completos, com direito a óculos e encaminhamento para cirurgias.
A mobilização, chamada de “Dia E”, busca ampliar o acesso a serviços especializados e otimizar a capacidade de atendimento da rede pública, com foco na resolução de demandas represadas.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: Marcelo Camargo







