A Prefeitura de Porto Velho confirmou um caso de coqueluche no município e emitiu um alerta à população sobre a importância da vacinação e dos cuidados com sintomas respiratórios. O caso envolve uma criança, que está internada, mas apresenta bom estado de saúde e segue em tratamento sob acompanhamento da rede estadual.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), equipes de vigilância já iniciaram o monitoramento de todas as pessoas que tiveram contato com o paciente, como parte das medidas de bloqueio para evitar a disseminação da doença, considerada altamente contagiosa.
A coqueluche é uma infecção respiratória transmitida por gotículas expelidas ao tossir, falar ou espirrar. Entre os principais sintomas estão crises intensas e prolongadas de tosse, dificuldade para respirar e, em alguns casos, vômitos após os episódios de tosse.
Diante da confirmação, a Semusa reforçou o alerta para que a população redobre a atenção aos sinais da doença e busque atendimento médico. Casos leves devem ser avaliados em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), enquanto situações mais graves exigem atendimento em unidades de urgência, como UPAs e prontos atendimentos.
A secretaria destaca que o tratamento é feito com acompanhamento médico e uso de antibióticos, principalmente quando iniciado de forma precoce, o que ajuda a reduzir tanto a gravidade quanto a transmissão da doença.
Vacinação é a principal proteção
Como resposta imediata ao caso confirmado, a vigilância em saúde intensificou a campanha de vacinação no município. Segundo a secretária adjunta da Semusa, Mariana Aguiar Prado, a imunização é a forma mais eficaz de prevenir novos casos.
“A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a coqueluche. Quando há atraso no esquema vacinal, aumentamos o risco de circulação da doença, especialmente entre crianças”, destacou.
A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e faz parte do calendário básico infantil. A proteção começa com a vacina pentavalente, aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforços posteriores por meio da vacina DTP aos 15 meses e aos 4 anos.
A Semusa também orienta que gestantes recebam a vacina dTpa durante a gravidez e que adultos mantenham a imunização contra difteria e tétano atualizada a cada 10 anos, medida essencial para proteger toda a família, especialmente os bebês.
A Prefeitura reforça que manter a caderneta de vacinação em dia é fundamental para conter a circulação da doença e evitar novos casos no município.
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