Nos primeiros 100 dias de 2026, mais de 9 mil casos de furto de energia elétrica foram identificados em Rondônia. No período, 48 pessoas foram presas em flagrante pela prática conhecida como “gato”, crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até oito anos de prisão. Em casos de adulteração de medidores, também há enquadramento por estelionato.
As prisões ocorreram durante operações da Energisa, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Técnico-Científica (Politec), após a identificação de irregularidades como ligações clandestinas, desvio de energia e fraudes em medidores.
Porto Velho lidera o número de prisões, com 28 casos, seguido por Ji-Paraná (8), Rolim de Moura (4), Ariquemes (3), Vilhena (3), além de Cacoal e Candeias do Jamari, com um caso cada.
Em 2025, 139 pessoas foram presas pelo mesmo crime. A Energisa registrou mais de 44 mil irregularidades e desviou-se mais de 95 milhões de kWh, volume suficiente para abastecer cerca de 30 mil residências.
Além de ilegal, o furto de energia representa risco à vida. No ano passado, 10 pessoas morreram em acidentes relacionados a ligações clandestinas, que também prejudicaram cerca de 7 mil consumidores com interrupções no fornecimento.
Segundo a Energisa, a prática aumenta custos operacionais e impacta diretamente a tarifa paga pelos consumidores regulares, além de colocar a população em risco.
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