A recuperação do chamado “trecho do meio” da BR-319, entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO), voltou a avançar em 2026 com a abertura de licitações e autorização de obras consideradas estratégicas para a integração da região Norte.
As obras serão realizadas entre km 250 ao km 590 — cerca de 339 quilômetros — é apontado como o mais crítico da rodovia, historicamente marcado por lama no período chuvoso e poeira intensa na estiagem.
Dados recentes do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) indicam que o governo federal pretende investir cerca de R$ 678 milhões na pavimentação desse trecho, além de outros recursos voltados à manutenção e obras complementares.
Ao todo, os contratos de conservação e recuperação ao longo do segmento chegam a aproximadamente R$ 1,3 bilhão, com serviços divididos em quatro lotes e duração prevista de até três anos.
Entre as intervenções já autorizadas está a construção de uma ponte de 320 metros sobre o rio Igapó-Açu, orçada em cerca de R$ 44 milhões, que deve substituir a travessia por balsa e melhorar a fluidez do tráfego.
Além disso, o governo anunciou a publicação de editais para pavimentação inicial de trechos prioritários dentro do segmento central, incluindo um primeiro lote de aproximadamente 30 quilômetros.
As obras fazem parte do Novo PAC e têm como objetivo garantir trafegabilidade durante todo o ano, reduzindo o isolamento terrestre do Amazonas, que depende majoritariamente de transporte fluvial e aéreo.
Apesar do avanço, o trecho central segue sendo o mais sensível da BR-319, tanto do ponto de vista técnico quanto ambiental, o que historicamente atrasou sua pavimentação por décadas.
Com a retomada das licitações e o início das obras previsto para 2026, a expectativa do governo é destravar a recuperação definitiva da rodovia, considerada essencial para a integração logística e econômica entre Amazonas e Rondônia.
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