Organizações indígenas aproveitaram o Dia dos Povos Indígenas, neste domingo (19), para reforçar a cobrança pela demarcação de terras no Brasil. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) afirmou que a medida é uma reparação histórica e essencial para a sobrevivência física e cultural dos povos originários.
Em manifestações nas redes sociais, a entidade denunciou a continuidade de invasões, garimpo ilegal, desmatamento e outras formas de violência nos territórios indígenas, defendendo que “sem demarcação não há vida, cultura ou futuro”.
A Apib também destacou o Acampamento Terra Livre, realizado no início de abril em Brasília, que reuniu representantes de centenas de povos para discutir a defesa de direitos e denunciar violações.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira reforçou o pedido por proteção territorial e alertou que a destruição dessas áreas impacta diretamente o equilíbrio ambiental da Amazônia, contribuindo para secas, queimadas e degradação.
Já a Anistia Internacional cobrou urgência na demarcação e destacou que garantir os direitos indígenas é fundamental para o futuro, lembrando que esses povos preservam grande parte da biodiversidade global.
Por sua vez, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas afirmou que tem avançado na demarcação e na proteção dos territórios, além de ampliar a participação indígena na gestão das políticas públicas.
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