Estudo da Universidade do Estado do Pará (UEPA) revelou que o garimpo ilegal em terras indígenas da Amazônia tem adotado novas estratégias para escapar da fiscalização. Segundo a pesquisa, invasores passaram a utilizar equipamentos menores e menos potentes, principalmente em áreas do povo Munduruku, no Pará.
O relatório mostra que, apesar da redução no uso de grandes máquinas após ações do governo federal, a atividade continua ativa e ligada a esquemas financeiros associados à lavagem de dinheiro e organizações criminosas.
A pesquisa também identificou que a maior parte da mão de obra nos garimpos ilegais vem do Maranhão, em um fluxo migratório voltado ao trabalho entre lavoura e mineração. Em municípios como Jacareacanga e Itaituba, os pesquisadores apontam crescimento da dependência econômica do garimpo, envolvendo comércio, transporte e serviços locais.
De acordo com o estudo, muitos indígenas acabam aderindo à atividade por falta de alternativas de renda, enquanto comunidades enfrentam problemas sociais, precarização urbana e impactos ambientais.
O levantamento analisou dados entre 2017 e 2023 e contou com apoio do Ministério dos Povos Indígenas e outros órgãos federais.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: PF/Divulgação







