Reflorestamento para a Amazônia avança em Santarém, no oeste do Pará, onde o Viveiro Florestal Ardosa transformou uma área degradada em um polo de recuperação ambiental. O empreendimento, criado pelo biólogo Sidcley Matos Pereira e pela veterinária Adna Picanço, cultiva mais de 110 espécies nativas da floresta amazônica e ampliará a produção para até 250 mil mudas em 2026, fortalecendo a restauração de áreas degradadas, a conservação da biodiversidade e a recuperação do bioma amazônico.
Fundado em 2018, o empreendimento nasceu da necessidade de recuperar habitats da fauna silvestre e hoje atende produtores rurais, projetos ambientais e iniciativas de restauração ecológica. Em 2026, a capacidade de produção deve saltar de 100 mil para até 250 mil mudas de espécies como açaí, cumaru, andiroba, itaúba, mogno e castanha-do-pará, com a meta de alcançar 500 mil mudas nos próximos anos.
O projeto também recebeu cerca de R$ 190 mil em investimentos da Conservação Internacional Brasil para ampliar a infraestrutura de produção. As sementes utilizadas possuem rastreabilidade e são coletadas em diferentes estados da Amazônia, enquanto parcerias com universidades fortalecem as pesquisas sobre manejo e conservação.
A iniciativa ganha relevância diante dos desafios ambientais da região. Apesar da redução do desmatamento em 2025, a Amazônia ainda perdeu 289,4 mil hectares de vegetação nativa, reforçando a importância de projetos de reflorestamento para a Amazônia capazes de restaurar ecossistemas, proteger a fauna e promover uma economia sustentável.
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