A floresta em pé pode valer mais do que a área desmatada, e uma iniciativa da cooperativa RECA, em Rondônia, comprova isso. O projeto remunera produtores rurais pela conservação da Amazônia por meio de créditos de carbono, além da renda obtida com a venda de produtos como cupuaçu e castanha.
Em parceria com a Natura há mais de 25 anos, os cooperados recebem pelo carbono que deixa de ser emitido graças à preservação da floresta. A iniciativa já evitou o desmatamento de cerca de 1,5 mil hectares e a emissão de aproximadamente 392 mil toneladas de CO₂ equivalente.
Os benefícios vão além da preservação ambiental. Estudo do Cebrap aponta que os participantes do projeto têm renda média 37% maior que produtores fora da iniciativa. O levantamento também mostra maior acesso ao ensino superior, capacidade de poupança e melhoria na qualidade de vida das famílias.
O modelo fortalece a permanência no campo, incentiva o cumprimento da legislação ambiental e prepara a sucessão familiar dentro da cooperativa. Em um estado que reduziu o desmatamento em 86,2% entre 2021 e 2025, a experiência da RECA reforça que conservar a floresta pode gerar mais desenvolvimento, renda e oportunidades do que o desmatamento.
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