A seca na Amazônia atingiu 38% das localidades habitadas durante o último El Niño, em 2024, segundo levantamento do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (4). O estudo analisou 5.673 localidades e identificou alta exposição aos efeitos da estiagem em 2.172 delas.
Entre setembro e novembro de 2024, a região registrou 27% menos chuva que a média histórica. Além disso, a superfície de água ficou 1,9 milhão de hectares abaixo do padrão observado entre 1985 e 2025. A temperatura máxima média também subiu 2,6°C.
O cenário preocupa porque a Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que o El Niño de 2026 se fortaleça e alcance intensidade muito forte, com possibilidade de persistir até fevereiro de 2027. O fenômeno altera os padrões de chuva e temperatura e, historicamente, favorece períodos de seca e calor na Amazônia.
Os impactos atingem diretamente as populações. Segundo o MapBiomas, 93% das localidades analisadas ficam a até cinco quilômetros de áreas que perderam superfície de água. A redução dos níveis dos rios pode prejudicar o transporte, o abastecimento, a pesca e outras atividades ribeirinhas.
Embora a Amazônia tenha recuperado parte da superfície de água em 2025, após dois anos de seca severa, 20 sub-bacias ainda estavam abaixo da média histórica.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: Rafa Neddermeyer







