A liderança do deputado federal Mário Frias no esquema criminoso de desvio de emendas parlamentares é uma das principais linhas investigadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em despacho divulgado neste domingo (13), o ministro Flávio Dino apontou indícios de que o parlamentar teria exercido papel central na suposta estrutura criada para desviar recursos públicos e financiar o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação ganhou força após a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 10 de setembro. A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Mário Frias e a produtora Karina Gama estão entre os alvos.
Segundo a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU), R$ 2 milhões em emendas destinadas por Frias a duas entidades ligadas a Karina Gama estão no centro da apuração. Um projeto de R$ 1 milhão, por exemplo, não teve a execução comprovada conforme previsto. Os investigadores apuram se parte dos recursos acabou direcionada para a produção de Dark Horse.
Além disso, Dino citou indícios de uma estrutura criminosa mais ampla, com suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade documental, peculato e organização criminosa. A investigação também analisa possíveis vínculos financeiros com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Apesar das suspeitas, Mário Frias ainda não foi condenado e tem direito à ampla defesa. O deputado afirmou que as emendas são públicas e criticou a operação, alegando não ter tido acesso aos elementos da investigação.
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