Uma plataforma lançada nesta quinta-feira (22) reúne 232 políticas públicas, programas e instrumentos de apoio à bioeconomia nos nove países e territórios da Pan-Amazônia. A iniciativa, chamada Radar Bioecon, busca facilitar a cooperação regional e ampliar o acesso a informações sobre incentivos econômicos baseados na biodiversidade.
Desenvolvida pela Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia, a ferramenta reúne iniciativas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Além disso, permite comparar políticas de crédito, compras públicas, incentivos à produção e apoio a empreendimentos comunitários.
Apesar do potencial econômico da floresta em pé, a falta de integração entre governos e as dificuldades de financiamento ainda limitam o desenvolvimento de negócios sustentáveis. Um levantamento da rede identificou 141 mecanismos de financiamento na região, mas apenas 8,5% atendem à sociobiodiversidade.
No Brasil, programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae) ajudam a criar mercados para produtores locais. Já a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade busca reduzir os impactos das oscilações de preços sobre a renda de extrativistas.
A bioeconomia amazônica também movimenta recursos importantes. Segundo o estudo Nova Economia da Amazônia, liderado pelo WRI Brasil, 13 produtos da sociobiodiversidade geram pelo menos R$ 12 bilhões por ano para o Produto Interno Bruto (PIB) da Amazônia Legal.
A expectativa é que o Radar Bioecon ajude a identificar lacunas, compartilhar experiências e fortalecer políticas públicas de longo prazo, conciliando desenvolvimento econômico, conservação ambiental e valorização das comunidades locais.
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