Mais da metade dos 374 km² desmatados na Amazônia em setembro de 2026 ocorreu no Pará. O estado perdeu 198 km² de floresta, o equivalente a 53% de toda a devastação registrada no período. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
O Amazonas aparece em segundo lugar, com 60 km² de floresta destruída, seguido pelo Acre (48 km²) e Mato Grosso (31 km²). Rondônia registrou 9 km² de desmatamento.
Entre os municípios, Portel (PA) liderou o ranking, com 22 km² de vegetação derrubada. Além disso, outros sete municípios paraenses aparecem entre os dez que mais desmataram. Juntos, os oito municípios somaram 91 km², quase 25% de toda a devastação registrada na Amazônia.
A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, também liderou o desmatamento entre as unidades de conservação, com 15 km² de floresta destruída.
Apesar dos números, setembro de 2026 apresentou a segunda menor área desmatada para o mês desde 2018, ficando atrás apenas de 2025. Entretanto, houve aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, a devastação cresceu 6%.
Já a degradação florestal, provocada principalmente por queimadas e exploração madeireira, atingiu 1.239 km² em setembro, alta de 21% na comparação anual.
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