A China deu um passo decisivo na aquicultura offshore com a entrada em operação do Guoxin 1 2-1, primeiro navio de aquicultura inteligente de 150 mil toneladas do mundo. Desenvolvida pelo grupo estatal Qingdao Guoxin, a embarcação funciona como uma plataforma industrial móvel para a produção de peixes de alto valor comercial.

Ancorado em Zhoushan, na província de Zhejiang, o navio recebeu mais de 1 milhão de juvenis de corvina-amarela no início de maio. Em novembro de 2025, a operação registrou uma captura única superior a 46 mil peixes adultos, comprovando a eficiência do modelo produtivo.
O projeto demandou investimento de 610 milhões de yuans (US$ 84,3 milhões). Com 244,9 metros de comprimento e 45 metros de largura, o Guoxin 1 2-1 tem capacidade anual estimada em 3.600 toneladas de pescados premium. A estrutura conta com 15 tanques comerciais, quatro tanques de exercício e 22 tanques experimentais, totalizando 96 mil metros cúbicos de água.
Mesmo nessa escala, apenas 35 tripulantes operam a embarcação, graças a um índice de mecanização superior a 90%. O sistema inteligente reúne mais de 200 câmeras e 2 mil sensores, responsáveis por monitorar em tempo real parâmetros como oxigênio, temperatura e alimentação. Cerca de 30% das decisões operacionais são automatizadas por inteligência artificial, reduzindo custos de mão de obra em aproximadamente 20%.
Cada tanque consome entre 1 e 1,5 tonelada de ração por dia, operada por um sistema automatizado que permite que apenas dois funcionários alimentem toda a estrutura. A logística integrada garante que o pescado chegue aos mercados em até seis horas para distâncias de até 500 quilômetros.
Com a entrada em operação do navio irmão Guoxin 1 2-2, dedicado a espécies de água fria como salmão e truta, a frota Guoxin deve ultrapassar 10 mil toneladas de produção anual quando operar em plena capacidade, consolidando a aquicultura industrial de alto-mar como eixo estratégico da produção chinesa de pescados.
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Foto: China Classification Society







