Uma das técnicas de enfermagem presas após a morte de três pacientes na UTI de um hospital de Brasília pode também ter sido vítima de Marcos Vinícius, principal suspeito dos crimes. Segundo a defesa, a profissional teria apresentado aceleração cardíaca após receber uma injeção aplicada por ele enquanto esteve internada na unidade de saúde, em razão de uma cirurgia.
De acordo com a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Amanda Rodrigues teria dado cobertura a Marcos Vinícius enquanto ele aplicava a medicação letal nos pacientes. Nesta sexta-feira (23), o advogado de Amanda afirmou que ela conheceu Marcos no início do ano passado e que chegou a ser vítima do técnico de enfermagem durante uma internação no mesmo hospital, após uma cirurgia bariátrica.
Ainda segundo a defesa, as imagens que mostram Amanda ao lado de Marcos na UTI não indicariam participação nos crimes, mas apenas o cumprimento de suas funções profissionais, já que ela era lotada no setor.
Amanda Rodrigues e a outra técnica de enfermagem suspeita, Marcela Camily, estão presas na Colmeia, presídio feminino do Distrito Federal. Já Marcos Vinícius encontra-se custodiado no Departamento de Polícia Especializada. A prisão dos três é temporária, pelo prazo de 30 dias. O inquérito policial também tem prazo inicial de 30 dias para conclusão, mas deve ser prorrogado por igual período.
Os investigadores seguem ouvindo profissionais do hospital e outras testemunhas, entre elas parentes das vítimas. O Conselho Regional de Enfermagem pode abrir um processo ético-profissional contra os envolvidos, mas aguarda acesso ao inquérito policial.
Em nota, o hospital informou que a denúncia contra os profissionais de enfermagem foi feita pela própria instituição e reforçou que segue colaborando com as investigações. Além desse inquérito, a Polícia Civil apura novas notificações feitas por familiares de pacientes que morreram na UTI do hospital em circunstâncias semelhantes às três mortes já investigadas.
A defesa de Marcos Vinícius afirmou que o procedimento corre sob segredo de justiça e que, por isso, todos os esclarecimentos estão sendo prestados exclusivamente às autoridades competentes.
Segundo a Polícia Civil, Marcos Vinícius forjava receitas médicas utilizando senhas de profissionais da unidade para ter acesso aos medicamentos. Em seguida, aplicava as substâncias nos pacientes e permanecia ao lado dos leitos aguardando o óbito.
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