A educação profissional e tecnológica no Brasil cresceu 68,4% em cinco anos, segundo o Censo Escolar 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O número de matrículas passou de 1,89 milhão, em 2021, para 3,18 milhões em 2025.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o avanço se intensificou a partir de 2023, impulsionado por políticas públicas que aproximam o ensino médio do mercado de trabalho. Entre elas está o Programa Juros por Educação, vinculado ao Propag, que prevê investimento de R$ 8 bilhões e a abertura de 600 mil novas vagas em 2026. Segundo o ministro Camilo Santana, 22 estados já aderiram à iniciativa.
As redes estaduais concentram 81,7% das matrículas públicas na modalidade, seguidas pela rede federal (15,4%) e municipal (2,8%). O modelo mais comum é o ensino médio integrado ao curso técnico, com 1,2 milhão de alunos.
O Piauí lidera a integração entre ensino médio e formação técnica na rede pública, com 68,8% das matrículas articuladas — índice mais de três vezes superior à média nacional, de 20,1%. Também se destacam Paraíba (34,7%), Acre (34,1%), Paraná (32,9%) e Espírito Santo (32,5%). Amazonas (5,2%) e Distrito Federal (6,9%) registram os menores percentuais.
As áreas mais procuradas são gestão e negócios, ambiente e saúde, informação e comunicação e controle e processos industriais. Administração é o curso com maior número de estudantes, seguido por enfermagem, informática e desenvolvimento de sistemas.
O Censo Escolar reúne dados sobre escolas, professores e alunos da educação básica e orienta a formulação de políticas públicas no setor.
Fonte: jornaldamazonia.com
Imagem: Marcelo Camargo







