O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), anunciou nesta segunda-feira (2) que não deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições. Com a decisão, ele permanecerá à frente do governo estadual até o fim do mandato, em 5 de janeiro de 2027.
O anúncio foi feito durante um evento partidário com a presença de secretários, prefeitos, vereadores e deputados aliados. Segundo o governador, a escolha foi tomada para garantir a continuidade das ações e projetos iniciados durante a atual gestão.
“Decido continuar a obra iniciada neste governo. Ficarei até o final do meu mandato”, afirmou Lima. Ele disse ainda que a decisão foi tomada após conversas com a base aliada na Assembleia Legislativa do Amazonas e com o vice-governador Tadeu de Souza (PP).
A possibilidade de candidatura ao Senado vinha sendo discutida nos bastidores políticos do estado há meses. Caso optasse pela disputa, o governador teria que renunciar ao cargo até abril para se tornar elegível, abrindo caminho para que o vice assumisse o governo.
Pesquisas eleitorais divulgadas recentemente indicavam um cenário competitivo para a disputa ao Senado, com outros nomes à frente nas intenções de voto.
Impactos no cenário político
A decisão também provoca mudanças no tabuleiro político do Amazonas. Sem a saída do governador, diminuem as chances de projeção política do vice-governador Tadeu de Souza, que poderia ganhar visibilidade caso assumisse o comando do estado antes das eleições.
Questionado sobre o futuro político após 2027, quando ficará sem mandato, Wilson Lima negou qualquer acordo para ocupar outros cargos e afirmou que sua prioridade é concluir a atual gestão.
No cenário eleitoral do estado, já aparecem como pré-candidatos ao governo o prefeito de Manaus, David Almeida, o senador Omar Aziz (PSD) e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL). A saída de Lima da corrida ao Senado deve provocar uma reorganização das forças políticas no Amazonas para a disputa eleitoral dos próximos anos.
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