Meta não encontra irregularidades no canal Exército do Lula

Resposta ocorre após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Meta informou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou irregularidades no funcionamento do canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para divulgar conteúdos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

A resposta atende a uma solicitação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O candidato questionou possíveis violações das regras eleitorais e do plano de conformidade das plataformas digitais.

Segundo a Meta, a análise técnica não identificou violações das políticas da empresa. A plataforma também apresentou informações sobre as diretrizes aplicadas e os métodos utilizados para detectar conteúdos irregulares.

TSE analisa suspensão do canal

A disputa judicial começou em 11 de outubro, quando Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A representação alegava que o grupo reproduzia conteúdos que o tribunal já havia considerado inverídicos.

Na sequência, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a suspensão. Ele apontou que a decisão de Nunes Marques foi protocolada na presidência do TSE apenas 41 minutos depois de sua própria decisão, que havia rejeitado o pedido de suspensão.

Posteriormente, Nunes Marques autorizou a reativação do canal, após o registro oficial no TSE.

Mais recentemente, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderá sofrer novas suspensões ou restrições por decisões individuais de integrantes da Corte.

A manifestação da Meta ocorre nesse contexto de disputa sobre a atuação das plataformas digitais, a circulação de conteúdos políticos e os limites das decisões individuais da Justiça Eleitoral durante a campanha presidencial.

jornaldamazonia.com

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