O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba sessões de estimulação elétrica craniana enquanto cumpre prisão. A decisão atende a pedido da defesa para tratar crises de soluço persistente, insônia e quadro depressivo.
Pelo despacho, Bolsonaro poderá ser atendido três vezes por semana por psicólogo e neurocientista, seguindo protocolo supervisionado pelo médico Ricardo Caiado. O profissional poderá utilizar os equipamentos necessários, incluindo clipes auriculares bilaterais, que deverão ser vistoriados pela administração da unidade prisional.
Segundo a equipe médica, o objetivo é regular a atividade neurofisiológica central, reduzindo sintomas físicos e psicológicos relatados pelo ex-presidente. A decisão determina que o acompanhamento ocorra dentro das normas de segurança da instituição, sem prejuízo ao cumprimento da pena.
O que é o estímulo elétrico craniano?
O estímulo elétrico craniano, conhecido como CES (Cranial Electrotherapy Stimulation), é uma técnica de neuromodulação que utiliza microcorrentes de baixa intensidade aplicadas por meio de pequenos clipes nas orelhas.
O procedimento é não invasivo e indolor. A proposta é modular padrões de atividade cerebral ligados ao humor, sono e funcionamento do sistema nervoso autônomo.
Diferentemente de medicamentos, que atuam de forma sistêmica, a neuromodulação age diretamente na dinâmica elétrica do cérebro, buscando reorganizar a comunicação entre neurônios e restabelecer o equilíbrio de circuitos emocionais e fisiológicos.
A técnica é utilizada como terapia complementar em casos de ansiedade, depressão e distúrbios do sono, sempre sob supervisão médica e indicação clínica específica.
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