A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a terceira fase da Operação Compliance Zero e prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu a relatoria do caso em fevereiro.
Segundo a PF, a nova etapa da investigação apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídas a uma organização criminosa com atuação no sistema financeiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais, com apoio do Banco Central do Brasil.
A decisão judicial também determinou:
Afastamento de cargos públicos;
Sequestro e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões, para interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado;
O afastamento dos ex-diretores do Banco Central Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que já estavam sob investigação administrativa.
Outro alvo da operação é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro do grupo. Ele não foi localizado em sua residência até a última atualização.
Histórico do caso
Vorcaro já havia sido preso em 18 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos (SP), quando tentava deixar o país. Posteriormente, conseguiu autorização para cumprir prisão domiciliar.
Na segunda fase da operação, Fabiano Zettel também foi detido ao tentar sair do Brasil em um jatinho. Como desdobramento das investigações, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
O banqueiro também é investigado pela CPMI do INSS. Desde setembro, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reteve cerca de R$ 2 bilhões referentes a 254 mil contratos de crédito consignado vinculados ao banco.
As investigações seguem em andamento, e a PF afirma que novas medidas não estão descartadas.
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