Mais de 200 embarcações e cerca de 5 mil pessoas participaram, nesta quarta-feira (12), da barqueata que abriu a Cúpula dos Povos, em Belém (PA). O ato, realizado nas águas da Baía do Guajará, reuniu indígenas, quilombolas, pescadores, agricultores, movimentos feministas e periféricos em defesa da Amazônia e da justiça climática, paralelamente à COP30.
A manifestação encerrou a Caravana da Resposta, que percorreu o “corredor da soja” entre Mato Grosso e Pará denunciando os impactos do agronegócio e de grandes obras sobre territórios tradicionais. Com o lema “a resposta somos nós”, os participantes reivindicaram escuta, respeito e soberania popular.
“Estamos lutando desde o início e queremos ser valorizados conforme nossa cultura”, afirmou o líder indígena Bepmoroi Metuktire, do Instituto Raoni.
Representando os quilombolas, Kahamy Ãdetta, do Rio Grande do Sul, denunciou ameaças de empreendimentos e defendeu o direito à consulta prévia: “Só há vida se a água, a terra e o ar forem puros”.
Do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais, Rosângela Santos Vieira relatou a escassez de peixes causada pela seca e pelo desmatamento. Já Ana Karina Barbosa, do Coletivo Muvuca, de Santarém, alertou para a devastação provocada pela soja sobre comunidades rurais.
Movimentos feministas também marcaram presença. Anne Moraes, da Marcha Mundial das Mulheres, destacou a necessidade de unir justiça climática e igualdade de gênero: “As mulheres estão na linha de frente tanto das crises quanto das soluções”.
A barqueata simbolizou a união de diferentes vozes da Amazônia e do Brasil em defesa da vida, dos territórios e do clima.
Fonte: jornaldamazonia.com
Imagem: jornaldamazonia.com







