Ao menos 129 jornalistas foram assassinados em 2025, segundo levantamento do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). É o maior número já registrado pela entidade em mais de 30 anos de monitoramento.
De acordo com o relatório, 86 mortes — cerca de dois terços do total — foram atribuídas a ações de Forças de Defesa de Israel. A maioria dos casos ocorreu em zonas de conflito, especialmente na Faixa de Gaza. Ao todo, 104 profissionais morreram em meio a guerras ou confrontos armados.
Além de Israel, os países com mais registros foram Sudão (9), México (6), Rússia (4) e Filipinas (3). A organização destaca que a maior parte das vítimas era palestina.
O CPJ atribui o cenário à escalada de conflitos globais e à impunidade. Segundo a entidade, a falta de investigações transparentes e de responsabilização incentiva novos ataques contra a imprensa, inclusive em países fora de guerra.
O relatório também aponta aumento expressivo de mortes causadas por drones: de duas, em 2023, para 39, em 2025. Na guerra entre Rússia e Ucrânia, todos os quatro jornalistas mortos no ano passado foram atingidos por ataques com drones, segundo o comitê.
Para o CPJ, os assassinatos violam o direito internacional humanitário, que reconhece jornalistas como civis e proíbe que sejam alvos deliberados.
Fonte: jornaldamazonia.com, com informações da Agência Brasil.
Imagem: Releituras em Comunicação







