O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar o conselho da paz de Gaza, órgão criado pelo governo americano para discutir a reconstrução da Faixa de Gaza após o fim do conflito na região.
Durante o balanço do primeiro ano de seu segundo mandato, Trump afirmou ter apreço pessoal por Lula e disse esperar uma participação ativa do brasileiro no colegiado.
“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no conselho da paz de Gaza”, declarou o republicano.
Segundo o governo dos EUA, o convite foi encaminhado à embaixada brasileira em Washington. Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou se Lula aceitará o convite para integrar o conselho.
Hoje mais cedo, no entanto, o presidente brasileiro fez críticas a Trump. Durante um evento no Rio Grande do Sul, Lula afirmou que o líder americano quer “governar o mundo pelo Twitter”, em referência ao estilo de comunicação do republicano.
Além de Lula, o presidente da Argentina, Javier Milei, também foi convidado e publicou em suas redes sociais um registro do convite recebido. Outros nomes de peso devem compor o colegiado, como o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair.
O conselho da paz foi anunciado por Trump como parte de um conjunto de medidas para encerrar o conflito em Gaza e viabilizar a reconstrução da região, após a atuação conjunta de Estados Unidos, Israel e Hamas, que resultou no cessar-fogo. Trump afirmou que presidirá o conselho e disse apoiar a formação de um governo tecnocrático palestino durante o período de transição.
Segundo o presidente americano, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza será responsável pela gestão do território nesse intervalo. Trump destacou ainda que os líderes palestinos estão “firmemente comprometidos com um futuro pacífico”.
O convite a Lula ocorre em meio à reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos, após o recuo parcial do chamado “tarifaço” imposto a produtos brasileiros. O governo brasileiro conseguiu derrubar tarifas extras sobre itens como café e carnes após conversas entre Lula e Trump. Além disso, os EUA retiraram o nome do ministro do STF Alexandre de Moraes e de sua esposa da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, legislação americana voltada à punição de acusados de violações de direitos humanos.
jornladamazonia.com / Com informações do UOL







