O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram os dados iniciais do Censo Escolar 2025, que registrou 46,01 milhões de matrículas na educação básica — 2,29% a menos que em 2024.
O ensino fundamental concentra 25,8 milhões de alunos, o equivalente a 56% do total. Segundo estimativas com base na Pnad do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 99,5% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos frequentam a escola, indicando universalização da etapa.
No ensino médio, são 7,36 milhões de estudantes — queda de cerca de 400 mil desde 2021. De acordo com o Inep, a redução está ligada à diminuição do atraso escolar. A taxa de distorção idade-série no ensino médio caiu de 25,3% em 2021 para 16% em 2025. No 3º ano, o índice recuou de 27,2% para 13,99%. No ensino fundamental, a queda foi de 4,3 pontos percentuais no período.
A frequência escolar entre jovens de 15 a 17 anos também aumentou, passando de 89% em 2019 para 93,2% em 2025. O ministro Camilo Santana atribui parte do avanço ao programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro a estudantes de baixa renda para estimular a permanência e a conclusão do ensino médio.
Apesar dos avanços, persistem desigualdades raciais. No ensino médio, 19,3% dos estudantes negros estão em atraso escolar, ante 10,9% dos brancos. A coleta obrigatória de dados de cor/raça, adotada há duas décadas, teve melhora recente: o percentual de registros não declarados caiu de 25,5% em 2023 para 13,6% em 2025.
O Censo Escolar também reúne informações sobre escolas, docentes, gestores e modalidades de ensino, orientando a distribuição de recursos e a formulação de políticas públicas.
Fonte: jornaldamazonia.com
Imagem: Marcelo Camargo







