O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ofertar uma plataforma de sequenciamento completo do exoma para agilizar o diagnóstico de doenças raras. A expectativa do Ministério da Saúde é atender até 20 mil pessoas por ano e reduzir o tempo médio de confirmação diagnóstica de sete anos para cerca de seis meses.
O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha, que destacou que o exame, com custo de mercado de até R$ 5 mil, será oferecido na rede pública por cerca de R$ 1,2 mil, com investimento inicial de R$ 26 milhões. A estimativa é que 13 milhões de brasileiros convivam com doenças raras.
A coleta é simples, feita com cotonete na parte interna da bochecha ou por exame de sangue. O teste auxilia no diagnóstico de deficiências intelectuais, atrasos no desenvolvimento e outras condições genéticas.
Atualmente, 11 estados já contam com serviços habilitados. Em 90 dias de funcionamento, foram realizados 412 testes, com 175 laudos emitidos. A meta é expandir a oferta para todo o país até abril de 2026.
O ministério também anunciou a ampliação do acesso à terapia gênica para crianças com atrofia muscular espinhal, doença grave que pode ser letal sem tratamento precoce. Representantes de associações de pacientes avaliaram a medida como um avanço, mas ressaltaram a importância de ampliar a divulgação e o acesso às políticas públicas.
Fonte: jornaldamazonia.com
Imagem: Fernando Frazão







