Um espaço expositivo com 16 blocos de gravuras rupestres será inaugurado no próximo dia 23 de abril, em Porto Velho, por meio de uma parceria entre a Jirau Energia e a Universidade Federal de Rondônia (UNIR). As peças reúnem registros dos povos originários que habitaram a região do médio rio Madeira. Na mesma ocasião, também será lançada a plataforma Tainacan, um acervo digital que reúne imagens e informações técnicas de até 500 peças arqueológicas, além dos blocos com gravuras rupestres sob responsabilidade do curso de Arqueologia da universidade.
A programação, aberta à imprensa e convidados, está marcada para as 9h, no Bloco 4E do campus José Ribeiro Filho. O evento contará com a presença de representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), da UNIR e de dirigentes da Jirau Energia, incluindo o diretor-presidente Edson Silva e o diretor de Operação, Diego Collet. Também participam gerentes, coordenadores, estudantes e professores do curso de Arqueologia.
As peças que integram o espaço expositivo fazem parte das medidas compensatórias do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural (PGPAHC), vinculado ao licenciamento ambiental federal da Usina Jirau, iniciado em 2009. O processo, conduzido pela M Quatro Soluções Ambientais, envolveu etapas de estudo, monitoramento e conservação. Entre as ações realizadas, está a transferência dos blocos da usina para a universidade, onde passaram por posicionamento técnico e limpeza especializada até a instalação em um espaço de aproximadamente 350 metros quadrados.
Desde o início dos trabalhos, foram estruturadas ações de guarda, manutenção e conservação do acervo, com monitoramento sistemático. Ao longo desse processo, foi reforçada a importância de preservar o patrimônio como legado para as futuras gerações. Em 2025, tiveram início os trâmites para a transferência dos blocos da Usina Jirau para a UNIR, em uma operação que envolveu diversos profissionais, planejamento técnico e cuidados específicos.
A plataforma Tainacan integra as medidas compensatórias 13 e 14 e reúne imagens e informações de projetos acompanhados pelo curso de Arqueologia da UNIR. A iniciativa foi viabilizada pela Jirau Energia, por meio da empresa M Quatro, responsável também pela digitalização e organização do conteúdo.
As entregas representam a consolidação de um processo de preservação e valorização do conhecimento sobre a região amazônica. Os registros milenares são considerados vestígios da presença de povos originários e de suas formas de vida, devendo contribuir para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas e para a difusão da história regional entre futuras gerações.
Além de atender às medidas compensatórias do IPHAN, a iniciativa amplia o acesso público às informações, assegura a preservação digital do acervo e fortalece atividades de ensino e pesquisa em âmbito nacional e internacional. As ações integram o conjunto de programas socioambientais do licenciamento da usina e reforçam o compromisso com a proteção do patrimônio arqueológico, histórico, cultural e ambiental da região.
jornaldamazonia.com / Com informações da Assessoria







