Um estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) revela que 84% dos serviços digitais mais usados por crianças no país não checam a idade na criação de contas — 21 de 25 plataformas analisadas.
O levantamento, realizado antes da entrada em vigor do ECA Digital, mostra que a maioria das empresas ainda depende da autodeclaração do usuário, prática agora proibida pela nova legislação.
Quando há verificação, ela costuma ocorrer apenas para liberar funções específicas ou diante de suspeitas. Os métodos mais comuns incluem envio de documentos, selfies e uso de serviços terceirizados.
A pesquisa também aponta falhas na proteção de menores, com regras inconsistentes, controle parental pouco ativo e baixa transparência. Em muitos casos, a checagem só acontece após denúncias ou comportamentos suspeitos.
Segundo o estudo, a nova lei deve pressionar as plataformas a adotar mecanismos mais eficazes de verificação e ampliar a segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: Bruno Peres







