Um acordo de cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, em meio a um dos momentos mais tensos recentes envolvendo os dois países.
A informação foi confirmada na noite desta terça-feira (7) pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. Segundo ele, o tráfego marítimo na região será considerado seguro durante o período de trégua, desde que haja coordenação com as Forças Armadas iranianas e respeito a limitações técnicas.
O acordo prevê uma pausa de duas semanas nas hostilidades. Durante esse período, Teerã se compromete a suspender todas as ações defensivas, condicionando a medida à interrupção total de ataques contra o país.
A proposta de cessar-fogo foi mediada pelo Paquistão, que sugeriu o adiamento de prazos impostos ao Irã e a implementação de uma trégua temporária. Como contrapartida, o governo iraniano autorizaria a retomada da navegação no estratégico Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio global de petróleo.
O anúncio marca o desfecho de um dia de forte tensão. Horas antes, Trump havia feito declarações ameaçadoras nas redes sociais, afirmando que uma “civilização inteira” poderia desaparecer em poucas horas caso não houvesse acordo.
As falas provocaram reação imediata das autoridades iranianas, que prometeram responder a eventuais ataques. Diante do risco de escalada militar e possíveis danos à infraestrutura, manifestantes no Irã chegaram a formar cordões humanos ao redor de pontes e centrais elétricas, em uma tentativa de proteção simbólica de pontos estratégicos.
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