OMS decreta emergência global após novo surto de ebola com alta mortalidade na África

A doença, considerada grave e letal, voltou a preocupar autoridades sanitárias
FOTO: OMS/Divulgação

A Organização Mundial da Saúde declarou emergência em saúde pública de importância internacional após a confirmação de novos surtos de ebola causados pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda. A doença, considerada grave e altamente letal, voltou a preocupar autoridades sanitárias devido ao rápido avanço dos casos e ao registro de mortes, inclusive entre profissionais de saúde.

O alerta inicial foi emitido no início deste mês após uma doença desconhecida provocar mortes no município de Mongbwalu, na província de Ituri, no Congo. Dias depois, exames laboratoriais confirmaram que os casos eram provocados pelo vírus Bundibugyo, uma variante do ebola. Pouco tempo depois, Uganda também confirmou um caso importado da doença na capital Kampala.

Segundo a OMS, o ebola é transmitido inicialmente de animais silvestres para humanos, especialmente morcegos frugívoros e primatas, e depois se espalha entre pessoas por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pacientes infectados. O contato com roupas, lençóis e objetos contaminados também pode transmitir o vírus.

A taxa média de mortalidade da doença gira em torno de 50%, mas surtos anteriores já registraram letalidade de até 90%. O maior episódio da história ocorreu entre 2014 e 2016, na África Ocidental, quando milhares de pessoas morreram após o vírus se espalhar entre Guiné, Serra Leoa e Libéria.

Os sintomas iniciais incluem febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em estágios mais graves, os pacientes podem apresentar vômitos, diarreia, dor abdominal, lesões na pele e sangramentos internos e externos. O período de incubação varia de dois a 21 dias, e a transmissão só ocorre após o surgimento dos sintomas.

A OMS destaca que o controle do surto depende de ações rápidas, como rastreamento de contatos, isolamento de pacientes, criação de centros de tratamento seguros e campanhas de conscientização da população. Equipes de resposta rápida já foram enviadas para as áreas afetadas.

Atualmente, existem vacinas aprovadas para alguns tipos do vírus ebola, como a Ervebo e a combinação Zabdeno e Mvabea. No entanto, ainda não há tratamento específico aprovado para infecções causadas pelo vírus Bundibugyo, identificado nos surtos atuais.

As autoridades sanitárias reforçam que a população deve evitar contato com pessoas infectadas, lavar as mãos regularmente e não manipular corpos de vítimas sem proteção adequada. Profissionais de saúde, familiares e cuidadores estão entre os grupos com maior risco de contaminação.

jornaldamazonia.com

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