Porto Velho registra queda de quase 30% nos casos de meningite, aponta Semusa

Foto: Arquivo / Secom

Porto Velho registrou redução de 29,7% nos casos de meningite entre 2024 e 2025, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Em 2026, até o mês de maio, o município contabiliza 14 casos da doença.

Os óbitos relacionados à meningite também apresentaram queda no período analisado. De acordo com a Semusa, a redução foi de 42,9% entre 2024 e 2025. Os dados deste ano ainda seguem em monitoramento e não podem ser comparados aos anos anteriores, já que o período analisado não foi encerrado.

A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias e outros agentes infecciosos. A transmissão ocorre principalmente por secreções respiratórias, como gotículas liberadas ao tossir, espirrar ou falar. Crianças menores de 5 anos, especialmente bebês, e idosos acima de 60 anos estão entre os grupos mais vulneráveis.

Segundo a Semusa, a maioria dos casos registrados no município foi de meningite bacteriana, considerada uma das formas mais graves da doença e que exige diagnóstico rápido e tratamento imediato. Não houve confirmação de meningite meningocócica no período analisado.

Para a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil, mesmo com a redução dos indicadores, a população deve continuar atenta aos sinais da doença. Ela destacou que o diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação e reduz os riscos de complicações.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforçou a importância da vacinação e da prevenção. Segundo ela, as vacinas disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ajudam a proteger contra bactérias causadoras da meningite, além da necessidade de procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos.

O prefeito Léo Moraes afirmou que as ações de prevenção, monitoramento e conscientização têm sido fundamentais para a redução dos casos na capital.

Os principais sintomas da meningite incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sonolência, confusão mental e sensibilidade à luz. Em alguns casos, também podem surgir manchas vermelhas pelo corpo.

Em bebês e crianças pequenas, a doença pode causar irritabilidade, choro persistente, dificuldade para se alimentar e moleira inchada.

A Semusa orienta que pessoas com sintomas suspeitos procurem imediatamente uma unidade de saúde, já que o diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento adequado e evitar complicações graves.

Além da vacinação, medidas como lavar as mãos frequentemente, evitar compartilhar objetos pessoais, manter ambientes ventilados e cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar ajudam a reduzir os riscos de transmissão da doença.

jornaldamazonia.com

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