Especialistas, representantes do governo e órgãos de defesa do consumidor alertaram, em audiência pública no Senado nesta quinta-feira (2), para os impactos das apostas esportivas on-line na saúde mental, no endividamento das famílias e na exposição de crianças e adolescentes à publicidade das bets. O grupo defendeu maior controle sobre a propaganda, limites para os apostadores e reforço na fiscalização do setor.
Durante o debate, representantes do Ministério da Saúde afirmaram que o vício em apostas já é tratado como um problema de saúde pública e destacaram o aumento dos atendimentos no SUS relacionados ao transtorno do jogo. Dados apresentados indicam que mais de 25 milhões de brasileiros apostaram em 2025 e que os casos de atendimento por ludopatia cresceram 140% entre 2018 e 2025.
Especialistas também criticaram a intensa divulgação das plataformas de apostas, especialmente durante transmissões esportivas, e alertaram para o alcance da publicidade entre menores de idade. Pesquisa do Procon-SP mostrou que mais de 80% dos consumidores receberam ofertas de bets sem solicitação, enquanto cerca de 40% dos entrevistados relataram dívidas relacionadas às apostas.
Representantes do Ministério da Fazenda informaram que as empresas autorizadas são obrigadas a monitorar o comportamento dos usuários e adotar medidas para identificar sinais de jogo problemático. Já parlamentares defenderam o aperfeiçoamento da legislação para reduzir os impactos sociais e econômicos provocados pela expansão das apostas esportivas no Brasil.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: Anna Tolipova







