A emergência fitossanitária no estado do Acre foi prorrogada por mais um ano pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), devido à presença da monilíase, praga quarentenária que ataca frutos de cacau e cupuaçu. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 24 de julho e entra em vigor no dia 5 de agosto.
Identificada pela primeira vez no Brasil em 2021, em Cruzeiro do Sul, a doença permanece restrita aos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo. O Acre está sob quarentena para a praga desde 2022.
A prorrogação mantém ações de monitoramento, vigilância, educação fitossanitária e controle dos focos. A medida também abrange Amazonas, Pará e Rondônia, considerados estados sob risco de introdução da doença.
Causada pelo fungo Moniliophthora roreri, a monilíase provoca manchas, deformações e apodrecimento dos frutos, podendo comprometer até 80% de uma plantação. A doença não oferece risco à saúde humana, mas representa uma ameaça econômica para a produção de cacau e cupuaçu na Amazônia.
O Mapa orienta produtores a comunicar imediatamente qualquer suspeita da praga. A identificação precoce é considerada fundamental para conter a disseminação do fungo e proteger as áreas produtoras da região.
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