Fungos microscópicos podem se tornar aliados na recuperação de terras degradadas, no combate à desertificação e na redução dos impactos da crise climática. Pesquisadores estudam como essas redes subterrâneas ajudam a reconstruir solos e favorecer o crescimento da vegetação.
Os chamados fungos micorrízicos vivem associados às raízes das plantas. Em troca de carbono produzido pela fotossíntese, eles auxiliam na absorção de água e nutrientes, como fósforo e nitrogênio. Além disso, contribuem para manter as partículas do solo unidas e reduzir a erosão.
Na Mongólia, cientistas cercaram áreas de pastagem para limitar temporariamente o pastoreio e permitir a recuperação da vegetação e da biodiversidade subterrânea. Os primeiros resultados indicaram plantas mais altas dentro das áreas protegidas.
A pesquisa também revelou uma grande diversidade ainda desconhecida. No deserto de Gobi, foram identificadas 541 unidades taxonômicas de fungos micorrízicos, e cerca de 90% das sequências de DNA analisadas pertenciam a organismos sem identificação científica conhecida.
Segundo os pesquisadores, preservar esses microrganismos é essencial para recuperar terras degradadas, já que um solo saudável aumenta as condições para o retorno da vegetação. A estratégia, portanto, pode complementar ações de restauração ambiental e combate à desertificação.
O trabalho também reforça a importância de incluir a biodiversidade subterrânea nas políticas de conservação e no enfrentamento das mudanças climáticas.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: Tomas Munita







