Uma nova proposta de Reforma da Previdência prevê elevar gradualmente para 67 anos a idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres. Elaborado por um grupo de especialistas liderado pelo economista Armínio Fraga e coordenado por Paulo Tafner, o documento busca colocar o tema no debate eleitoral de 2026.
Atualmente, pelas regras do INSS, a aposentadoria programada exige idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, além do tempo mínimo de contribuição. A proposta, porém, unifica a idade em 67 anos e cria um mecanismo ligado à expectativa de vida: a cada seis meses de aumento da longevidade, a idade mínima subiria quatro meses.
O projeto também sugere mudanças na aposentadoria especial, com elevação das idades mínimas, e fixa 64 anos para professores e policiais, além das exigências de tempo de atividade. Para as mulheres, os autores propõem reconhecer um ano e meio de contribuição por filho, incluindo casos de adoção.
Outra mudança prevista na Reforma da Previdência atinge o MEI, cuja contribuição poderia passar de 5% para 11% do salário mínimo. Já o financiamento teria um modelo dividido: metade das contribuições seria aplicada com rendimento vinculado ao mercado financeiro e a outra metade acompanharia a evolução da massa salarial.
Segundo o grupo, o envelhecimento da população pode elevar as despesas previdenciárias de cerca de 8% para 13% do PIB até 2070 sem novas medidas. Com a proposta, o gasto ficaria próximo de 10%. As regras atuais, no entanto, continuam em vigor, e qualquer mudança dependerá de aprovação do Congresso Nacional.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: INSS







