As peças produzidas por povos indígenas brasileiros chegaram a Paris em setembro como parte de uma iniciativa voltada à internacionalização do artesanato e do design nacional. A produção saiu de territórios da Amazônia e ganhou espaço diante de compradores, lojistas, arquitetos e designers durante a Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de decoração e design.
A participação ocorreu por meio da segunda Jornada Exportadora do Artesanato, promovida pela ApexBrasil. Entre mais de 600 negócios inscritos, 20 empresas, associações e cooperativas foram selecionadas para participar de seminários, visitas técnicas e rodadas de negócios.
Entre as iniciativas estava a Tucum Brasil, plataforma especializada na comercialização de arte indígena brasileira e integrante da AMAZ Aceleradora, coordenada pelo Idesam. A empresa também foi uma das 10 selecionadas para apresentar produtos na exposição Brasil Nostalgic, no estande da ApexBrasil.
Realizada de 10 a 14 de setembro, a Maison&Objet 2026 reuniu cerca de 1,7 mil marcas de 49 países em Paris. O evento conectou profissionais dos setores de design, decoração, mobiliário e artesanato a novos produtos e negócios.
Segundo a Tucum, a participação permitiu contato com mais de 15 potenciais compradores e lojistas de países como França, Grécia, Islândia, Reino Unido e Bélgica.
Além de abrir oportunidades comerciais, a experiência mostrou os desafios da exportação. A produção indígena depende do ritmo das comunidades e enfrenta longas distâncias entre os territórios amazônicos e os grandes centros. Assim, levar essas peças ao exterior também significa valorizar saberes tradicionais, fortalecer a geração de renda e aproximar a arte indígena brasileira do mercado internacional.
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