As canetas emagrecedoras serão distribuídas pelo SUS para pacientes com obesidade, mas a oferta ainda depende da conclusão dos estudos e da definição de um protocolo clínico pelo Ministério da Saúde. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha, que afirmou que a disponibilização ocorrerá de forma responsável e com acompanhamento médico.
Enquanto prepara as regras para o acesso, o governo acompanha os efeitos da semaglutida, medicamento da classe dos agonistas do receptor GLP-1, em pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.
O estudo Real-Bari começou em junho e prevê o acompanhamento de 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças. Parte dos participantes está na fila para cirurgia bariátrica. A pesquisa vai avaliar se o tratamento pode controlar a obesidade e reduzir a necessidade do procedimento, além de analisar possíveis impactos sobre doenças cardiovasculares e outros problemas de saúde.
Além disso, o Ministério da Saúde trabalha para ampliar a produção nacional e aumentar a concorrência. Segundo a pasta, 14 medicamentos contra a obesidade já têm registro no país, com preços que chegaram a ficar até 70% menores em alguns casos.
Vale destacar que a semaglutida ainda não faz parte da oferta regular do SUS. Em 2025, a Conitec decidiu não incorporar o medicamento para uma indicação específica de obesidade, mas o governo avalia novos caminhos para ampliar o acesso.
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