As previsões e possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026 apontam para um cenário de extremos climáticos entre o fim da primavera e o verão. Segundo o quarto boletim do Painel El Niño, elaborado por INMET, INPE, ANA, CEMADEN, SGB, SEDEC e CENSIPAM, há 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro, com possibilidade de persistência até o primeiro trimestre de 2027.
No centro-norte do país, a combinação de calor e chuva abaixo da média pode intensificar a seca, reduzir níveis dos rios e elevar o risco de queimadas. O Cemaden registrou aumento dos municípios em seca extrema de quatro para 24 em setembro, enquanto os casos de seca severa passaram de 153 para 197. No Amazonas, Acre e Roraima, a estiagem já afeta a navegação e o abastecimento de água.
Por outro lado, o Sul deve enfrentar chuvas acima da média e risco de cheias, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O SGB já emitiu mais de 190 boletins de alerta hidrológico para a região em 2026.
Além disso, as temperaturas tendem a ficar acima da média em grande parte do Brasil. Na agricultura, a seca pode prejudicar soja, café e pecuária no centro-norte, enquanto o excesso de chuva no Sul pode favorecer doenças nas lavouras e dificultar o plantio.
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