O IPAM lança rede e sensor nacional para monitoramento da qualidade do ar, com foco especialmente em regiões onde vivem povos indígenas e comunidades tradicionais. A RedeAr disponibiliza dados em tempo real sobre a concentração de material particulado, principalmente aquele emitido pelas queimadas.
Para ampliar a cobertura, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia desenvolveram um sensor nacional, de menor custo, mais resistente e adaptado ao clima tropical. Além do PM2.5, o equipamento mede temperatura, pressão e umidade.
A iniciativa ganha importância diante dos impactos da fumaça na saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição ao PM2.5 está associada a 4,2 milhões de mortes por ano no mundo. Na Amazônia, um estudo do IPAM apontou que áreas do bioma permaneceram expostas a níveis nocivos dessas partículas por até 138 dias em 2024.
Atualmente, a RedeAr reúne 93 sensores em 13 estados, incluindo todos os estados da Amazônia Legal. A plataforma também acompanha áreas rurais, unidades de conservação e escolas.
Além disso, os dados podem ajudar governos a planejar ações de saúde e meio ambiente. Em setembro, por exemplo, pesquisadores do IPAM identificaram em Manaus níveis de PM2.5 duas vezes acima do limite diário recomendado pela OMS, em meio à fumaça das queimadas.
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