A batata-doce atravessou culturas e desempenhou papel importante na alimentação de populações ao longo dos séculos. Da Amazônia ao Japão, o alimento aparece como elo entre tradições e histórias de sobrevivência. Essa trajetória é contada no livro Batata-doce: raízes que salvam vidas. Histórias da Amazônia à Hokkaido, lançado pela Editora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A obra reúne relatos do povo Baniwa, do Alto Rio Negro (AM), e de comunidades japonesas de Hokkaido. Escrita por Carina Silva Valencia-Baniwa e Kyoko Asano, a publicação mistura memórias, ciência e conhecimentos tradicionais em português, Baniwa, japonês e inglês.
Além disso, o livro recupera a trajetória da batata-doce, originária das Américas e posteriormente disseminada para outras regiões. Segundo informações técnicas do governo federal, a cultura se adapta bem a diferentes condições e possui raízes ricas em amido e açúcares.
O alimento também ganhou importância em contextos de insegurança alimentar. A batata-doce é cultivada em mais de uma centena de países e apresenta boa adaptação a regiões tropicais.
A publicação integra a série Amazônia Chibata, criada para aproximar conhecimentos científicos e saberes ancestrais sobre a sociobiodiversidade amazônica. O livro digital está disponível gratuitamente no repositório do Inpa.
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