O presidente da Argentina, Javier Milei, publicou um decreto que prevê um plano de demissão voluntária para até 21 mil servidores públicos federais. A medida faz parte da política de austeridade do governo, que busca reduzir os gastos públicos e diminuir a estrutura do Estado.
O Decreto 1.203/2026 abrange principalmente funcionários próximos da aposentadoria, com idades entre 58 e 64 anos, além daqueles que já atendem aos requisitos para se aposentar. Entre os incentivos, o programa prevê pagamento equivalente a um salário por ano trabalhado e parcelas mensais correspondentes a 60% da remuneração durante três anos.
Além disso, quem aderir ficará impedido de ocupar cargos públicos pelos próximos oito anos. O governo afirma que a iniciativa busca aumentar a eficiência administrativa e ampliar a economia de recursos.
Desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, a Argentina eliminou cerca de 77,5 mil postos de trabalho no setor público, segundo dados oficiais citados na reportagem da Agência Brasil. O governo estima que os cortes representem uma economia de US$ 3,2 bilhões.
Entretanto, a Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) critica a medida e denuncia pressão sobre funcionários para que aceitem o desligamento. A entidade também alerta para possíveis impactos na oferta de serviços públicos.
O plano ocorre em meio a dificuldades no mercado de trabalho argentino. Dados oficiais apontam que o desemprego chegou a 7,9% no primeiro semestre de 2026, enquanto levantamento do Centro de Economia Política Argentina (Cepa) identificou o fechamento de 31,3 mil empresas durante a gestão Milei.
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