O governo federal vai ampliar o efetivo da Força Nacional em Mato Grosso do Sul para reforçar a proteção das aldeias indígenas Guarani Kaiowá. A medida responde a denúncias de ameaças e violência contra comunidades indígenas após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
O anúncio foi feito neste sábado (31) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, durante visita às aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai. Os ministros dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e dos Direitos Humanos, Janine Mello, também participaram da agenda.
Além do aumento do efetivo, a Força Nacional adotará o procedimento chamado “Minuto a Minuto”, que manterá equipes em prontidão para atender ocorrências graves. O acionamento poderá ocorrer por meio da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e forças estaduais.
Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mais de 30 episódios de violência foram denunciados na região após as eleições. Entre eles, está uma ameaça de envenenamento da água na aldeia Sassoró, investigada pela Polícia Federal.
O ministro Eloy Terena informou que a PF já ouviu suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será reforçado. Ele também explicou que, após uma triagem inicial, dez casos foram identificados, quatro deles em Mato Grosso do Sul.
Já o Ministério dos Direitos Humanos anunciou que oferecerá o Programa de Proteção às vítimas. Mais de 80 indígenas do estado já recebem acompanhamento por meio da iniciativa.
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