Denúncias de assédio eleitoral no trabalho chegam a 4,3 mil e casos de violência aumentam após eleição

Discriminação e ameaças também aumentam
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu cerca de 4,3 mil registros de assédio eleitoral no trabalho nos três primeiros dias de funcionamento de um canal exclusivo para denúncias. As ocorrências começaram a ser contabilizadas em 28 de outubro, após relatos de pressão política, violência e ameaças relacionadas ao resultado da eleição presidencial de 2026.

São Paulo lidera o número de denúncias, com 1.325 registros, seguido por Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). Juntos, os estados do Sudeste concentram 48,5% dos casos. Segundo o MTE, as denúncias já estão em investigação.

O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou superiores pressionam funcionários a votar ou deixar de votar em determinado candidato. A prática também inclui ameaças de demissão, perseguição e discriminação por posicionamento político. Quando comprovada, pode resultar em sanções e indenização por danos morais.

Além do ambiente profissional, relatos de violência política também atingiram escolas e crianças. Em Itajaí (SC), estudantes foram filmados agredindo colegas que usavam roupas vermelhas. No Distrito Federal, adolescentes relataram perseguições e ameaças de morte em grupos de WhatsApp por causa de suas escolhas eleitorais.

Em Araguari (MG), estudantes de medicina foram alvo de críticas após ofenderem colegas bolsistas que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva. Já em Fortaleza (CE), um menino de 9 anos foi ridicularizado por uma influenciadora após dizer que sua família votou no presidente.

Os episódios incluem ofensas, discriminação, agressões físicas e ameaças. Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem assédio eleitoral podem denunciar a prática ao MTE ou ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive pelos canais oficiais, com garantia de sigilo.

Em Rondônia e Amazonas

Rondônia aparece com 29 denúncias e o Amazonas com 52, segundo o levantamento oficial divulgado pelo MTE em 31 de outubro. O Ministério esclarece que os registros ainda estão em análise e não significam que os casos já estejam comprovados.

jornaldamazonia.com

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