O Polo Industrial de Manaus (PIM) mantém crescimento na produção e no faturamento, mas o Amazonas vem perdendo participação relativa na economia da Região Norte e do Brasil. O contraste foi identificado em estudo do economista José Alberto Machado, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sobre o desempenho econômico estadual entre 2010 e 2025.
Segundo o levantamento, o crescimento acumulado do Amazonas foi de 13,1%, abaixo da média nacional (13,8%) e do resultado do Norte (30%). A participação estadual no PIB brasileiro também recuou de 1,6% para 1,5%, enquanto a região avançou de 5,3% para 5,8%.
Isso não significa, porém, uma retração absoluta da atividade industrial. Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) mostram que, entre janeiro e agosto de 2026, o PIM faturou R$ 165,12 bilhões, crescimento de 10,47% em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, a média mensal de empregos chegou a 132.052 postos.
Outro destaque é a capacidade de agregação de valor da indústria amazonense. Em 2023, o indicador alcançou 32,4%, mais que o dobro da média nacional, de 15,2%.
Apesar desse desempenho, o estudo alerta para desafios como custos logísticos, dependência de incentivos fiscais e pouca diversificação econômica. Entre as alternativas, aponta a integração da Zona Franca de Manaus com a bioeconomia e outros setores produtivos, ampliando os benefícios do modelo para toda a economia estadual.
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