A vitória surpreendente dos democratas nos EUA nas eleições de meio de mandato, as Midterms, mudou o equilíbrio político de Washington e fortaleceu uma nova geração do partido. Os democratas conquistaram o controle da Câmara e do Senado, em uma forte reação dos eleitores ao governo de Donald Trump.
Além disso, o resultado revelou o avanço de candidatos jovens, negros, indígenas, latinos, muçulmanos e ligados a pautas progressistas. Segundo levantamento da Associated Press, cerca de 70% dos eleitores com menos de 30 anos votaram em candidatos democratas à Câmara. O apoio entre eleitores hispânicos também cresceu.
Entre os destaques estão James Talarico, de 37 anos, que venceu no Texas com discurso religioso e defesa da classe trabalhadora; Keisha Lance Bottoms, eleita governadora da Georgia e primeira mulher negra a ocupar o cargo no estado; e Chris Pappas, primeiro homem abertamente gay eleito senador dos EUA.
A renovação também alcançou Michigan, onde Abdul El-Sayed se tornou o primeiro muçulmano eleito para o Senado. Sua campanha defendeu saúde universal e criticou os gastos militares dos EUA com Israel.
Para especialistas, a derrota de Trump expõe o desgaste dos republicanos diante do alto custo de vida, da economia e da guerra contra o Irã. Ao mesmo tempo, o resultado oferece aos democratas a chance de reconstruir sua imagem junto aos trabalhadores e às novas gerações.
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