O mel produzido por abelhas sem ferrão custa até R$ 400 o litro em Porto Velho (RO) e transforma quintais urbanos em espaços de preservação e geração de renda. A atividade, conhecida como meliponicultura, também contribui para a polinização e a conservação da biodiversidade amazônica.
A meliponicultora Regina Ferreira Mariz cria abelhas nativas há cerca de seis anos na Zona Norte da capital. Entre as espécies estão jataí-amarela, mandaguari-preta, marmelada-amarela, boca-de-renda e jataí-negra. Algumas colônias foram resgatadas de áreas ameaçadas por desmatamento e queimadas.
Segundo a Semagric, o mel das abelhas sem ferrão tem produção menor, mas apresenta sabor diferenciado e maior valor comercial. Por isso, o litro pode alcançar entre R$ 350 e R$ 400. A Embrapa explica que o preço varia conforme espécie, região e manejo.
Além disso, Porto Velho possui legislação específica para a criação dessas abelhas. A Lei Complementar nº 990/2024 regulamenta o resgate, manejo, reprodução e comercialização de produtos da atividade.
Atualmente, dados atualizados apontam 395 colmeias de abelhas nativas sem ferrão cadastradas no município.
Para os meliponicultores, entretanto, o valor comercial não pode superar a preservação. Afinal, as abelhas desempenham papel essencial na polinização das plantas e na manutenção dos ecossistemas.
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