Aliados e ex-aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a defender publicamente o resultado das eleições e a criticar sua postura após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial. O senador se recusou a reconhecer a vitória do adversário e divulgou uma carta em que se apresenta como presidente eleito.
O movimento provocou manifestações de partidos e lideranças da direita em defesa da legitimidade do processo eleitoral. O União Brasil, por meio de seu presidente nacional, Antonio Rueda, afirmou que a democracia exige respeito ao resultado das urnas, independentemente de quem vença a disputa.
O MDB também declarou confiança no sistema eleitoral brasileiro. Já o PL, partido de Flávio, reconheceu oficialmente a vitória de Lula. Além disso, Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador, admitiu não ter provas de fraude no segundo turno.
Direita critica estratégia de Flávio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu responsabilidade e serenidade à oposição. Embora tenha reconhecido a indignação de Flávio, defendeu o respeito ao resultado eleitoral e a construção de uma oposição forte no país.
Na mesma linha, o bispo JB Carvalho, ligado à igreja frequentada pelo senador em Brasília, afirmou que as eleições terminaram e descartou um terceiro turno.
Por sua vez, Renan Santos, ex-candidato à Presidência pelo partido Missão, criticou a decisão de Flávio de conduzir a oposição a partir dos Estados Unidos. Segundo ele, o Brasil não ganha com uma estratégia política organizada do exterior.
As manifestações evidenciam divergências entre integrantes da direita sobre como reagir à derrota eleitoral e conduzir a oposição ao governo Lula.
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