Homens representam 80% dos eleitos na Amazônia Legal, enquanto o Partido Liberal (PL) concentra a maior bancada entre os senadores eleitos na região. O levantamento aponta a predominância de políticos alinhados à direita e a baixa representatividade de mulheres e indígenas nos principais cargos estaduais.
Dos 18 senadores eleitos nos nove estados da Amazônia Legal, seis são do PL, seguido pelo MDB, com quatro representantes. Apenas três mulheres conquistaram vagas no Senado: Mara Rocha (Republicanos-AC), Rayssa Furlan (Podemos-AP) e Teresa Surita (MDB-RO).
A tendência também aparece nas disputas pelos governos estaduais. Seis estados definiram seus governadores no primeiro turno, e todos os eleitos são homens. Rondônia, por exemplo, elegeu Marcos Rogério, do PL.
Segundo Ivan Silva, vice-coordenador-geral do Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia (LEGAL), o resultado reflete o avanço das chamadas “novas direitas”, movimento observado desde 2014 e associado ao liberalismo econômico e ao conservadorismo moral.
Além disso, nenhum indígena foi eleito para o Senado ou para os governos estaduais da região, que concentra cerca de 440 mil indígenas, conforme os dados citados no levantamento.
Especialistas também alertam para a redução da participação feminina nas candidaturas e para as dificuldades enfrentadas por candidatos indígenas diante da desigualdade de recursos nas campanhas. O cenário reforça o debate sobre representatividade política e os rumos das políticas ambientais na Amazônia.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: Assessoria







